sexta-feira, 22 de abril de 2016

O livro Peppa, de Silvana Rando


O livro Peppa, de Silvana Rando, não é uma boa referência para nossas crianças. Veja a resenha detalhada com Ana Paula Xongani. Ela nos diz que o livro estimula o racismo e sorrateiramente detona com a auto-estima de nossas crianças negras e de pele clara com cabelos crespos. 



26 comentários:

  1. NADA A VEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEER!!!! O livro é uma graça! No final dele ela aprende que é muito mais feliz com seu cabelo natural!!! Ai que bobeira, arrumam rolo com tudo!!!

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  2. Sou professora de turmas de 1º ano do Ensino Fundamental. Utilizo este livro há uns 3 anos. Inclusive, já o fiz até mesmo para introduzir a Semana da Consciência Negra.Tenho alunas negras que alisavam os cabelos e até deixaram de fazê-lo, justamente por perceberem que é muito mais legal aceitar suas características. Somos diferentes e isso é bom. Esta foi uma das lições e conclusões a que chegamos. Vivenciei rodas de conversas produtivas e especiais com meus alunos.
    Vimos que ela era muito mais feliz do seu jeito natural. Uma aluna até comentou: "É bobeira querer ser igual aos outros!"
    Quanto aos instrumentos utilizados para cortar os cabelos de Peppa, ou mesmo o uso de seus cabelos fortes para outros fins, entendemos que eram apenas representações lúdicas.
    Respeito a opinião do blog e da autora do video, entretanto, socializo experiências produtivas comungando de opiniões diferentes.

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    1. Obrigado pela participação, Chris! Fique bem à vontade em expor tua opinião! Valeu!!!

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. amei trabalhar com esse livro em minha turma a escolha de ter ou não ter cabelos lisos vai da pessoa quem tem liso quer encrespar, quem tem crespo quer alisar o importante é se sentir bonita de bem com a vida e consigo ser feliz respeitando sempre o nosso semelhante

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  4. Discordo que o livro seja racista mas sim a olhar como sou, penso na diversidade que ninguém é igual a ninguém.

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  5. É muito difícil uma mulher branca de cabelos lisos e professora se colocar no lugar de uma criança negra de cabelos naturais crespos. É muito fácil dizer que quem se coloca contra a adoção do livro na educação infantil é racista! Existem publicações de melhor qualidade e que respeita as características naturais do primeiro cabelo dos seres humanos africanos. Nós adultos podemos entender a intenção da Rando mas será que uma criança de 3-5 anos compreende? Prefiro O Mundo no Black Power de Tayo e Os Cabelos de Lelê para falar sobre estética! É mais dignidade e autoestima! Respeitem meus cabelos brancos!

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    1. Concordo com o que você disse. Esse posicionamento no locus do outro deve ser frequente aos educadores e ponderar em como as crianças pequenas recepcionarão uma obra é crucial.Eu trabalho numa escola em que a maioria dos alunos são negros e onde há muito bullying e a auto estima dos alunos é já muito baixa. Qualquer coisa é motivo para colegas "zuarem" uns com os outros de modo impiedoso e isso causa muito sofrimento e angústia naqueles que são alvo destas "brincadeiras" de mal-gosto. Eu ouço com frequência meninos falando do cabelo das meninas como cabelo de bom bril, ninho de cobra, assombração entre outras coisas que visam ofender. Um livro deste lido numa sala de alunos que se atacam frequentemente com ofensas e palavras cruéis é algo nocivo. QEm relação a um livro devemos pensar "quem é o meu leitor?" e que possíveis impactos aquela determinada obra poderá surtir naqueles que terão contato com ela. Acredito que só é bom o que melhorar o ser humano. Tudo o mais que não colaborar para isso não deveria ser priorizado na escola.

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    2. Sou negra,cabelos crespos, professora e partilho da opinião da professora Chris. Só faço a descrição porque parece que isto legitima a minha fala.Durante toda infância não gostei do meu cabelo, meu sonho era ter franja... um dia peguei a tesoura e tac. Meu irmão dizia que era a aba de um boné. Demorou para eu me gostar... O livro me ajudou muito a trabalhar esta questão com meninas negras que tb não gostavam dos seus cabelos, mas principalmente com as famílias
      que achavam mesmo que o cabelo era "ruim". Quantas vezes eu ouvi isso da minha mãe que é loira de olhos verdes. Será que minha mãe era racista com a própria filha? Eu tenho discernimento para saber que não e para tentar evitar que as famílias dos meus alunos reproduzam este tipo de comportamento. Acho que é preciso dar um voto para a capacidade dos professores de selecionar e problematizar materiais para preparar as aulas. Fiquei bastante irritada com a polêmica do Monteiro Lobato, agora mais essa... Parece que se criou um clima de caça às bruxas...

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    3. Fico feliz com a tua participação!

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  6. A grande questão é que ao tratar do cabelo e sua diversidade a autora, em sua escrita e em suas ilustrações, acaba por reforçar mais os estereótipos do que propriamente o sentido identitário do uso do cabelo crespo. Na verdade ao reificar o uso do cabelo, a autora busca dar visibilidade a aqueles que detêm e faz uso do cabelo crespo, contudo como diz Mbembe (2014, p.192)) " Ver não é a mesma coisa que olhar. Podemos olhar sem ver. E não é certo que aquilo que vemos seja efectivamente aquilo que é. Olhar e ver têm em comum solicitar este juízo, encerrar aquilo que vemos ou aquilo que não vemos em inextricáveis redes de sentido - as malhas de uma história. Na distribuição colonial do olhar, existe sempre um desejo de objectivação ou de supressão, um desejo incestuoso, assim como um desejo de posse ou, até, de violação. Mas o olhar colonial tem também por função ser o véu que esconde esta verdade".

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  7. Eu conheço o livro, sou professora e esta analise feita no vídeo está, a meu ver, muito equivocada. O texto é justamente sobre promover o empoderamento dos cabelos cacheados. Sobre a aceitação da menina do "poder" de ser quem ela é. Uma história sobre o padrão que é imposto a alguém e que esse alguém o vence por perceber que esse padrão a limita. E a não leitura do texto real do livro pela pessoa no vídeo não demonstra o conteúdo real da obra. Ela não leu o livro e sim contou a sua percepção... Antes de apoiar a iniciativa de censurar o livro e chamá-lo de racista, conheça a obra e analise. Concordo que o racismo é uma praga que assola nosso país, mas no caso desse livro creio que faltou interpretação e que estão condenando um livro que propõe exatamente o oposto!

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  8. Que crítica mais infundada. Primeiro que Peppa não é negra, ela é branca e de cabelos cacheados/ crespo. O tema do livro não é racial, mas sim feminista. É sobre uma imposição cruel e dolorosa a qual as meninas são submetidas.
    Sobre meninas que como eu, passaram a adolescência se submetendo a procedimentos dolorosos e destrutivos, como a chapinha e a escova, a fim de se enquadrar em um padrão cruel.

    A ideia da força é figurativa, e sim, uma criança entende isso. Como entende a rapunzel puxar o príncipe pelos cabelos loiros e lisos. A diferença, é que meninas de cabelos cacheados não tinham representação nenhuma na literatura infantil. ganharam uma linda, e agora perderam graças a esse vídeo irresponsável e mentiroso.

    Isso só me faz crer que a pessoa do vídeo odeia cabelos cacheados e crespos, e não quer que a sua filha seja influenciada a cultivar os seus com segurança e autoestima. Então é melhor usar esse argumento fulo para tirar o livro de circulação.

    Peppa é sobre empoderamento feminino, amor próprio, respeito e aceitação de padrões. Eu sinto muito pelas meninas e meninos que perderam a oportunidade de aprender de forma lúdica a se amar e a respeitar o outro como belo, independente do padrão.
    E eu sinto pelo movimento negro, que tem tanta pauta importante para debater, tanto motivo real pra se manifestar, e se apega a coisas mentirosas para prejudicar uma outra pauta fundamental: o empoderamento de nossas meninas.

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    1. Mas é claro que a Peppa não é negra, caso contrário o livro jamais seria editado. A solução foi camuflar!

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    2. Existem muito livros com personganes negros. Não tanto quanto deveria, mas existem, sim. Isso não é uma escolha editorial, mas sim autoral.
      Precisa ter muito mais personagem negro na literatura infantil, e tirar peppa de circulação não tem nada a ver com isso.

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    3. Fico muito feliz com a participação de vcs! Obrigado 😊

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  9. o negócio é tão terrível, que ela se contradiz lindamente por falta de capacidade de interpretação de texto, mesmo "Peppa tem que escolher o cabelo liso ou brincar. A gente ta cerceando a liberdade da criança brincar com a sua beleza natural?". na verdade, como ela mesma explicou, a gente tá explicando que com a beleza natural vc pode se divertir e brincar, e com cabelo alisado você tem limitações.

    Eu to muito chocada com a irresponsabilidade desse vídeo. E muito mais com o que ele causou: o fim de um livro tão importante. Desserviço puro dessa moça pro feminismo.

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  10. Enfim, querer introduzir livros que falem sobre a cultura de afro descendente, que eles têm cabelo crespo etc pra mim também é racismo. Sou branca feito cera e tenho cabelo crespo, um livro que fala do cabelo crespo de negros não me representa. Logo os livros devem expor a diversidade, japonês com seus olhos puxados , brancos de cabelo liso, crespo, altos baixos, magros gordos, pessoas com necessidades especiais enfim os livros devem falar sobre pessoas e suas diferenças e a aceitação o respeito sobre isso. Concordo que não é legal tratar um cabelo liso como sedoso e o crespo como duro a ponto de precisar de um alicate pra corta-lo. O que deve existir nos livros é respeito por tudo e por todos. Somos todos criação de Deus cada um tem seu valor. E na verdade valores e Deus é o que não tem existido mais entre as pessoas, tudo virou polêmica e preconceito. O mundo está ao contrário esse é o grande problema.

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  11. Meu Deus! Vergonha alheia ao tentar ouvir esta moça falar!!! Faça - me o favor! Não entende de literatura, não entende os princípios literários que ensinam que a literatura é mera imitação e que não tem compromisso com a verdade. Este livro empodera as meninas de cabelos crespos. Eleva a auto estima delas! Ridículo! E mais ridículo ainda é este site publicar uma sandice dessas!!!! O Brasil só piora!

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  12. Desculpe...mas essa blogueira é uma leitora mediocre.
    Precisa de muuuita leitura pra aprender a analisar discursos.

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