sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Trabalho do magistério na Semana da Consciência Negra

Você sabia que os negros africanos deram uma importante contribuição para a  culinária brasileira? Eles introduziram ingredientes diferentes como  leite  de coco-da-baía, o azeite de dendê, a pimenta malagueta.
Com eles descobrimos o feijão preto, aprendemos a fazer acarajé, vatapá, caruru, mungunzá, angu, pamonha e muito mais!
Os portugueses traziam da Europa os ingredientes para fazerem suas comidas. A comida reservada para os escravos  era pouca. Eles se alimentavam dos restos que sobravam dos senhores. 
Mas, com criatividade, faziam comidas gostosas. Enquanto as melhores carnes iam para a mesa dos senhores, os escravos ficavam com as sobras. Pés, orelhas, carne seca, rabos, costelinhas e outras partes do porco, misturadas ao feijão preto, deram origem à nossa tradicional feijoada. 
A culinária  africana para a nossa cultura é tão importante que o acarajé virou patrimônio nacional. Nossa, quanta coisa gostosa!
As turmas do Aproveitamento de Estudos da EEN 1º de Maio (Porto Alegre - RS) pensaram uma excelente aula sobre esse tema e apresentaram ontem durante a programação da Semana da Consciência Negra. Fui um sucesso.
















quinta-feira, 22 de novembro de 2018

Ambiência Racial


A escola precisa de ações que prezem por uma educação antirracista e que apresentem os afrodescendentes como sujeitos pertencentes à história deste país. O estudante deve se reconhecer em qualquer atividade desenvolvida pelo professor, uma vez que a diversidade cultural impera na nossa sociedade. Sabemos que é no ambiente escolar que diferentes grupos sociais com suas identidades culturais, étnicas e morais acabam por se encontrar, razão pela qual a construção de uma ambiência para a igualdade racial torna-se fundamental para uma educação antirracista. Na Semana da Consciência Negra na escola estadual em que trabalho, pretendemos promover essa ambientação. Confiram!






AS SALAS DE AULA FORAM BATIZADAS COM NOME
PERSONALIDADES NEGRAS


domingo, 11 de novembro de 2018

Canção para ninar menino grande


Conceição Evaristo, uma das nossas maiores escritoras contemporâneas, anuncia o lançamento do seu novo romance, Canção para ninar menino grande, na FLINK SAMPA, que acontecerá entre os dias 19 e 21 de novembro. Em  sua 6ª edição, a FLINK - Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra, terá lugar na Faculdade Zumbi dos Palmares, em São Paulo, com lançamentos e vendas de livros, quadrinhos e mangás, produtos de afro-empreendedores, além de atividades culturais para professores e estudantes de todas as idades, com palestras, debates e contações de histórias. 

terça-feira, 6 de novembro de 2018

Fausto Antônio - No Reino da Carapinha


Em seus livros Memórias dos meus carvoeiros e No reino da carapinha, publicados em 2017 e agrupados num só volume, Fausto Antônio traz a rememoração da ancestralidade e da cultura negra em diálogo com a ficção. O autor é professor da UNILAB, Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-brasileira e Doutor em Teoria Literária e Historia da Literatura pela UNICAMP. Ficcionista, poeta, crítico e dramaturgo, Fausto Antônio tem participação em várias edições dos Cadernos Negros. 

Os Ibejis e o Carnaval



"A história se desenvolve na cidade do Rio de Janeiro a partir do nascimento das crianças, que são recebidas na família com festa. Seguindo a tradição dos grandes reinos africanos:
Como os ibejis, as crianças discutem, discordam, brigam. Num desses momentos, a avó os interrompe para lhes falar sobre as origens do festejo. Então, por entre os fios da experiente voz feminina outra narrativa se constrói, os gêmeos – e, por extensão, seus leitores – passam a tomar conhecimento de elementos significativos da cultura negro-brasileira. E, como os orixás-crianças, depois das brigas os irmãos acabam se entendendo e decidem entrar para a escolinha de mestre-sala e porta-bandeira, a fim de juntos dançarem carregando o maior símbolo de sua agremiação."










Escrevo ao vivo, de Anízio Vianna


 Os poemas criados para o projeto-blog “Escrevo ao vivo” se constituem nos textos (re)escritos para o livro homônimo e que já está disponível para o público leitor. 

Elisa Pereira



A poesia tem sido historicamente veículo da resistência negra posta em versos e rimas. No século XXI, figura como vigoroso espaço não só de experimentação estética, mas também veículo de vozes negras femininas empenhadas em tomar a palavra para nela inscrever suas inquietações e questionamentos. É precisamente o que nos apresenta Elisa Pereira, em Memórias da pele, seu vigoroso livro de estreia.