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sexta-feira, 26 de novembro de 2021
sexta-feira, 23 de novembro de 2018
Trabalho do magistério na Semana da Consciência Negra
Você sabia que os negros africanos deram uma importante contribuição para a culinária brasileira? Eles introduziram ingredientes diferentes como leite de coco-da-baía, o azeite de dendê, a pimenta malagueta.
Com eles descobrimos o feijão preto, aprendemos a fazer acarajé, vatapá, caruru, mungunzá, angu, pamonha e muito mais!
Os portugueses traziam da Europa os ingredientes para fazerem suas comidas. A comida reservada para os escravos era pouca. Eles se alimentavam dos restos que sobravam dos senhores.
Mas, com criatividade, faziam comidas gostosas. Enquanto as melhores carnes iam para a mesa dos senhores, os escravos ficavam com as sobras. Pés, orelhas, carne seca, rabos, costelinhas e outras partes do porco, misturadas ao feijão preto, deram origem à nossa tradicional feijoada.
A culinária africana para a nossa cultura é tão importante que o acarajé virou patrimônio nacional. Nossa, quanta coisa gostosa!
As turmas do Aproveitamento de Estudos da EEN 1º de Maio (Porto Alegre - RS) pensaram uma excelente aula sobre esse tema e apresentaram ontem durante a programação da Semana da Consciência Negra. Fui um sucesso.
quinta-feira, 22 de novembro de 2018
Ambiência Racial
A escola precisa de ações que prezem por uma educação antirracista e que apresentem os afrodescendentes como sujeitos pertencentes à história deste país. O estudante deve se reconhecer em qualquer atividade desenvolvida pelo professor, uma vez que a diversidade cultural impera na nossa sociedade. Sabemos que é no ambiente escolar que diferentes grupos sociais com suas identidades culturais, étnicas e morais acabam por se encontrar, razão pela qual a construção de uma ambiência para a igualdade racial torna-se fundamental para uma educação antirracista. Na Semana da Consciência Negra na escola estadual em que trabalho, pretendemos promover essa ambientação. Confiram!
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| AS SALAS DE AULA FORAM BATIZADAS COM NOME PERSONALIDADES NEGRAS |
quarta-feira, 11 de abril de 2018
Como falar com crianças sobre consciência racial
Ensinar a não "ver" raça, na verdade, não é a melhor abordagem para criar crianças não preconceituosas. Os adultos muitas vezes pensam que devem evitar conversar com as crianças sobre raça ou racismo porque fazer isso faria com que elas notassem a existência da raça ou se tornassem racistas. Na verdade, o oposto é verdadeiro.
Quando os adultos se silenciam sobre a raça ou usam a retórica de não serem influenciados pela desigualdade racial, eles na verdade reforçam o preconceito racial nas crianças.
Desde muito jovens, as crianças veem padrões — quem parece viver onde; quais tipos de casas existem em diferentes bairros; quem é o protagonista dos filmes; quem tem os cargos mais importantes no hospital, na escola, no supermercado; e assim por diante — e tentam atribuir "regras" para explicar o que veem. O silêncio dos adultos sobre esses padrões e o racismo estrutural que os causa, combinado com a narrativa falsa, mas onipresente, de que qualquer um pode "subir na vida" trabalhando duro, resulta em crianças tirando como conclusão que os padrões que elas veem "devem ter sido causados por diferenças inerentes entre os grupos". Em outras palavras, as crianças podem deduzir que as desigualdades raciais que veem são naturais e justificadas.
Além disso, o comportamento dos adultos — por exemplo, dizendo: "Isso não é legal" ou "Não falamos sobre isso" – quando uma criança faz uma pergunta sobre a cor da pele de alguém, muitas vezes ensina às crianças que elas nunca devem falar sobre raça, deixando-as que tirem suas próprias conclusões. Então, ainda que as intenções possam ser boas, quando deixamos de falar abertamente com nossos filhos sobre a desigualdade racial em nossa sociedade, de fato contribuímos para o desenvolvimento de seus preconceitos raciais, que são estabelecidos entre os 3 e 5 anos de idade.
Então, o que você deve fazer? Como conversar com as crianças sobre coisas complexas como o racismo sistêmico e a desigualdade social? Os detalhes vão variar conforme a idade, a identidade racial e o contexto social do seu filho, mas há várias coisas que todos os adultos podem fazer. Primeiro, esteja confortável conversando e aprendendo sobre raça, racismo e desigualdade racial. Se você não é capaz de explicar a outro adulto por que padrões de desigualdade racial existem e persistem, será impossível explicar a uma criança de quatro anos de uma maneira adequada à sua idade. Ou seja, primeiro os adultos têm que entender completamente esses conceitos.
Se você não tem ensinado essas coisas a seus filhos, certamente não é culpa sua, mas é sua responsabilidade se esforçar para aprender mais agora. Se você não está acostumado a pensar e a falar sobre esse assunto na sua vida cotidiana, tente fazer um esforço.
Faça perguntas. Se uma criança fizer uma afirmação que pareça racialmente tendenciosa, tente entender seu processo de pensamento em vez de reprimi-la. Perguntar: "Hummm, o que faz você pensar isso?" ajudará a entender a origem de suas ideias. Por exemplo, se uma criança negra diz: "Eu quero ser branca", você pode presumir que ela está rejeitando seu próprio patrimônio racial ou cultural. No entanto, se você perguntar: "O que te levou a dizer isso?", pode descobrir que a criança quer ser médica, e, como ela só vê médicos brancos, presumiu que deve ser branca para ter essa profissão.
Depois de entender o processo de pensamento por trás da declaração da criança, você pode trabalhar para mudar sua percepção, no nosso exemplo, pesquisando por médicos negros em sua própria comunidade para que a criança os conheça, ou encontrando representações de médicos negros na mídia. Se for difícil encontrar essas imagens, você pode empregar o próximo método — usando o conceito de justiça e igualdade — para conversar com seu filho sobre o motivo dessas imagens serem difíceis de encontrar.
Use o conceito de igualdade e justiça. Quem passa tempo com crianças regularmente, sabe que elas são muito sensíveis a questões do que é justo e injusto.
Você pode aproveitar esse senso de justiça para ajudar a explicar que os padrões que elas veem são injustos, bem como envolver seus filhos na tentativa de corrigir esses erros. As crianças já estão percebendo padrões no mundo ao seu redor, e essa é a oportunidade de ajudá-las a pensar de forma crítica sobre o que estão vendo, em vez de aceitar essas coisas como "dadas".
Aponte as coisas cotidianas que o deixam chateado porque são injustas — por exemplo, que você não vê crianças negras o suficiente nos livros infantis na biblioteca — e converse com as crianças sobre o motivo de você achar que essas coisas são injustas.
Quem passa tempo com crianças regularmente, sabe que elas são muito sensíveis a questões do que é justo e injusto. Você pode aproveitar esse senso de justiça para ajudar a explicar que os padrões que elas veem são injustos, bem como envolver seus filhos na tentativa de corrigir esses erros. As crianças já estão percebendo padrões no mundo ao seu redor, e essa é a oportunidade de ajudá-las a pensar de forma crítica sobre o que estão vendo, em vez de aceitar essas coisas como "dadas".
Mas não seria responsável de nossa parte conversarmos com as crianças sobre injustiça sem fornecer esperança e um caminho a seguir, o que nos leva a... 4. Capacitar! Procure ativamente por modelos antirracistas em sua comunidade e na sociedade em geral e exponha as crianças a esses modelos. Mostre às crianças que, enquanto enfrentamos problemas preocupantes como sociedade, existem (e sempre existiram) pessoas e organizações que trabalham para fazer mudanças positivas todos os dias. Mostre às crianças que elas também podem ajudar.
Sequência didática - Livro O cabelo de Lelê
• Conhecer as influências culturais afrodescendentes;
• Valorizar a cultura afrodescendente;
• Construir a relação do passado – presente – futuro;
• Apontar diferenças e semelhanças;
• Participar de uma manifestação afrodescendente.
Conhecimentos prévios trabalhados pelo professor com os alunos:
• Ler e interpretar histórias;
• Opinar sobre a história contada;
• Ter criatividade em elaborar outra história a partir da que foi apresentada;
• Ter desenvoltura para dramatizar uma história;
• Ter noções básicas de temporalidade- ontem, hoje e amanhã.
Estratégias e recursos da aula:
1ª atividade:
A professora inicia a aula explorando a capa do livro:
Professora aproveite esse momento para perceber quais informações e conceitos que eles têm acerca do tema.
2ª atividade:
A professora propõe à turma uma contação de historia do livro: “O cabelos de Lelê ” , de Valéria Belém - Editora Nacional.
Os alunos deverão sentar-se em roda para ouvir a história que a professora contará. Após a contação da história, a professora fará algumas indagações à turma, que por sua vez responderá de maneira informal as seguintes questões:
• Quais são as características principais de Lelê?
• Por que Lelê apresenta tais características?
• Qual será a razão de Lelê apresentar tais características?
• Na sala de aula existe algum colega que apresente tais características? Justifique sua resposta.
Após as indagações a professora dividirá a turma em quatro grupos com cinco componentes cada, distribuirá uma peruca preta e crespa, uma bola de isopor do tamanho de um a cabeça infantil, pente, escova de cabelos e enfeites.
Solicitará que os grupos de maneira lúdica experimentem explorar os cabelos de Lelê.
3ª atividade:
Após a brincadeira, a professora solicitará aos alunos que elaborem um texto contando da Lelê criada por cada um deles, de forma individual e com ilustração em uma folha de caderno meia pauta.
No segundo momento, a professora pedirá que os alunos oralmente, criem outra história de Lelê, obedecendo a ordenação e seqüência dos fatos ( começo, meio e fim ). Enquanto cada aluno narra partes da história, a professora fará o registro em um blocão, na posição de escrita da turma, no momento.
4ª atividade:
Após a história devidamente registrada, a professora fará a proposta de que a turma realize a dramatização da história elaborada por eles no blocão.
Para que haja a dramatização, a professora solicitará que a turma seja dividida em quatro grupos com cinco componentes cada, com a finalidade de, fazer a escolha dos personagens e suas falas, através de um sorteio.
Realizado o sorteio, será feita a escolha do título da peça a ser dramatizada. Para a dramatização, a professora fará a proposta que cada grupo assuma uma das seguintes tarefas : cenário, figurino, tempo de ensaio e elaboração do convite divertido para as outras turmas assistirem à peça.
5ª atividade:
Entregar a cada criança um desenho com a carinha de Lelê, onde deverá recortar e colar em uma folha de papel A4, completando o desenho do seu corpo.
Depois cada criança registrará na própria folha como se sentem com “O cabelo de Lelê”.
6ª atividade:
A professora conversa com os alunos sobre a influência africana no Brasil. Faz uma listagem sobre os tipos de heranças africanas:
• Alimentação;
• Palavras;
• Religião;
Escolhe com a classe dois aspectos citados acima para pesquisarem e assim conhecerem mais sobre o tema em questão.
7ª atividade:
A professora faz uma pesquisa inicial apresentando à classe algumas palavras de origem africana próximas do vocabulário das crianças.
Depois divide a turma em grupos e cada grupo fica responsável por um grupo de letras do alfabeto que deverão pesquisar as palavras de origem africana e trazer para a sala de aula com seus respectivos significados.
Segue exemplo para iniciar o trabalho.
GLOSSÁRIO DE PALAVRAS DE ORIGEM AFRICANAS
PALAVRA SIGNIFICADO ILUSTRAÇÃO
A - AGOGO Instrumento musical
B - BAOBÁ Árvore com um tronco enorme
C – CAFUNÉ Carinho, afago
D – DENGO Manha, birra
E - F -
Até o final.... Z -
A professora deverá ficar atenta, pois possivelmente algumas palavras trazidas podem não ter uma ilustração cabível.
8ª atividade: Realizar um desfile de roupas e penteados africanos.
Recursos complementares:
• Livro: "O cabelo de Lelê" - Valéria Belém;
• Peruca preta encaracolada;
• Bola de isopor;
• Adereços de cabelo;
• Escova e pente para cabelo;
• Folha de papel pardo;
• Piloto;
• Papel crepom;
• Cartolina;
• Folha de papel laminado;
• Folha de caderno meia pauta; • TNT em diversas cores.
Avaliação:
Observar se no decorrer das atividades propostas os alunos mostraram-se interessados no tema abordado.
O comprometimento de cada criança frente às tarefas solicitadas é uma forma de avaliação por parte da professora.
Verificar se os alunos conseguiram estabelecer relações entre as culturas afro descendentes; europeias e indígenas como formação da cultura brasileira.
Avaliar se os alunos estabeleceram relação entre as diferentes etnias que compõem o povo brasileiro.
Observar se conseguiram expor suas ideias com clareza, questionando de forma respeitosa e sem preconceito.
Bom trabalho!!!
sexta-feira, 6 de janeiro de 2017
A Escola e as Religiões de Matriz Africana
As religiões de matriz africana foram incorporadas à cultura brasileira desde há muito, quando os/as primeiros/as escravizados/as aqui desembarcaram, encontraram em sua religiosidade uma forma de preservar suas tradições, idiomas, conhecimentos e valores trazidos da África, tais tradições são hoje símbolos de resistência.
E assim como tudo que fazia parte deste universo, tais religiões – apesar de sua influência e importância na construção da cultura nacional – também foram perseguidas e, em determinados momentos históricos, até proibidas. Atualmente, os ataques mais expressivos às religiões de matriz africana vêm das chamadas religiões ‘neopentecostais’, que comumente as rotulam de ‘culto aos demônios’, ‘crendices’ e ‘feitiçarias’.
Toda essa ignorância com relação a essas culturas gera um ambiente propício para intolerância, proporcionando sofrimento aos praticantes e a todos/as aqueles/as que fazem parte da população negra, que tem os seu direito de pertença e identidade racial muitas vezes negado em função do racismo. Razão pela qual, acreditamos que a escola deverá oportunizar o conhecimento das religiões de matriz africana.
A educação escolar constitui-se em espaço e tempo de formação de identidades sócio-culturais, de reprodução e enfrentamento de preconceitos e também de formas correlatas de intolerâncias. Em vários segmentos da sociedade brasileira encontram-se atitudes de preconceitos e de intolerância, com relação aos adeptos e às religiões de matriz africana. A hegemonia das religiões de matriz judaico-cristã, a discriminação racial e a satanização de entidades espirituais produzem uma invisibilidade das religiões de matriz africana.
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| O trabalho iniciou com a leitura compartilhada deste livro |
O respeito à diversidade é um dos valores de cidadania mais importantes, sendo fundamental valorizar cada pessoa, independente de qual religião pertença, tendo consciência de que cada uma teve e tem sua contribuição ao longo da história. Assim, as diferentes expressões religiosas devem ser consideradas na escola, especialmente na escola pública.
A escola precisa valorizar os fenômenos religiosos como patrimônio cultural e histórico, buscando discutir princípios, valores, diferenças, tendo em vista a compreensão do outro. Acreditando nisso, os professores do 4º. ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Jean Piaget, em Porto Alegre, RS, nos mês da Consciência Negra, deram início a um estudo profundo sobre a história dos Orixás.
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| Exposição |
terça-feira, 20 de dezembro de 2016
Sagrada Família Negra, porque representatividade é importante!
Os alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental fizeram uma linda Sagrada Família para enfeitar a escola.
quinta-feira, 17 de novembro de 2016
Ensaio Fotográfico: Beleza Afro-Brasileira - Projeto estimula crianças a valorizarem a beleza negra.
O objetivo principal deste projeto é a valorização da beleza negra. Trabalhou-sea autoestima de crianças e adolescentes.
A mulher negra no Brasil muitas vezes tem dificuldades para construir a autoestima. Desde pequenas são perseguidas por estereótipos e por padrões eurocentristas de beleza.
A mulher negra no Brasil muitas vezes tem dificuldades para construir a autoestima. Desde pequenas são perseguidas por estereótipos e por padrões eurocentristas de beleza.
A mídia também não colabora. Se é difícil para uma mulher independente da raça se sentir bonita, para as negras é pior.
As novelas e revistas priorizam os padrões eurocêntricos, branca, loira, alta, magra, onde nós negras não nos encaixamos, ou nossos narizes são largos demais, nossa pele é escura demais e nosso cabelo crespo demais. Com este ensaio buscou-se om empoderamento dos alunos e alunas negras da EMEF Jean Piaget, em Porto Alegre (RS). Participaram também do ensaio as professoras negras que trabalham na escola e que devem servir de modelos afirmativos para os alunos e as alunas.
Confira o ensaio
Agora confira o painel para divulgar o ensaio
FOTOS BRENO LACERDA
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